Você já ouviu falar da glândula pineal? A glândula pineal é uma pequena glândula endócrina, localizada no centro do cérebro e na altura dos olhos. Conhecida também como epífise cerebral ou simplesmente pineal, e até “terceiro olho” devido à sua localização – na parte central do cérebro, entre as sobrancelhas – e também pela sua sensibilidade à luz. Além disso, a glândula pineal é considerada por algumas tradições esotéricas um meio de contato com o mundo espiritual, “o olho que tudo vê”. Já no século XVII, o filósofo René Descartes defendia que a glândula pineal seria a “morada da alma” no corpo.
No entanto, ela é responsável por regular desde condições físicas e ciclos vitais até o controle de nossas emoções. Com tantos papéis importantes em nosso organismo, estimular a glândula pineal pode ser a chave para melhorar sua saúde física e emocional.
O que é glândula pineal?
A glândula pineal é uma glândula endócrina em formato de pinha – daí sua denominação. Ela é a responsável pela produção e secreção de melatonina no nosso organismo. Este é um hormônio fundamental para a indução ao sono, estando diretamente relacionado à regulação do metabolismo no dia a dia, incluindo períodos de descanso ou atividade plena. A produção de melatonina pela pineal é estimulada pela escuridão e inibida pela luz.
A glândula nos vertebrados atua no sistema fotoneuroendócrino, ou seja, é um órgão cronobiológico, um relógio interno que age na captação das radiações do Sol e da Lua. Ela obedece ao ciclo circadiano, que corresponde aos elementos externos que regem a noção de tempo e hora.
Em algumas espécies de animais, a glândula pineal apresenta um papel importante na reprodução, estando relacionada com a chamada fertilidade sazonal, importante para garantir o nascimento dos filhotes em determinadas épocas do ano. Nesses animais, há maior produção de melatonina durante o inverno, quando as noites são mais longas que os dias.
Qual a função da glândula pineal?
Atualmente, sabe-se que a glândula pineal está relacionada com a síntese de melatonina e atua como marca-passo do ritmo circadiano (ciclo de 24 horas). Além da melatonina, a glândula pineal também produz vários outros hormônios polipeptídicos e indolamina, mas suas funções não são muito bem compreendidas.
Os hormônios da glândula pineal têm uma grande importância regulatória, pois eles influenciam na atividade de outras glândulas endócrinas como a hipófise, a porção endócrina do pâncreas, a adrenal, a paratireóide, e as gônadas. O efeito da pineal nessas glândulas é principalmente inibitório, ao reduzir a síntese e a liberação dos hormônios produzidos por elas.
O que é Melatonina?
A melatonina é um hormônio essencial que corresponde à maneira como nosso organismo organiza suas funções e atividades enquanto estamos dormindo ou mesmo durante os períodos em que ficamos acordados.
O principal fator que regula a produção de melatonina é a quantidade de luz que entra em contato com a retina. Quando pouca luz está presente, a produção de melatonina é estimulada, enquanto a presença de muita luz inibe sua produção. Isso significa que a sua concentração aumenta em ambientes escuros e diminui durante o dia. Isso serve como um mecanismo interno do corpo para obter informações sobre a duração da noite e assim criar o ritmo circadiano no indivíduo.
A melatonina é capaz de provocar sonolência e reduzir a temperatura do nosso corpo. Devido a isso, ela é utilizada no tratamento de distúrbios do sono, como alguns tipos de insônia. Além disso, a melatonina é utilizada no tratamento de doenças que provocam distúrbios do sono. É usada também na correção de problemas causados pelo jet-lag — alterações no ritmo biológico de 24 horas que acontecem devido a mudanças de fuso horário.
A melatonina também desempenha um importante papel no controle de nossas emoções. O hormônio ajuda a prevenir e combater:
- o estresse;
- a ansiedade;
- a depressão e outras desordens emocionais.
O terceiro olho
A ciência até pouco tempo acreditava que a glândula pineal era um órgão atrofiado, um olho não desenvolvido, de funções indefinidas. Mesmo assim, esse despertou o interesse dos cientistas, que acabaram descobrindo funções relacionadas à física e aos fenômenos paranormais.
Foi constatado que, como uma antena, a pineal, também chamada de epífise, é capaz de captar radiações eletromagnéticas da lua (que regula os ciclos menstruais por exemplo), as radiações eletromagnéticas vindas do sol, e ainda despertar a produção de certas substâncias neurotransmissoras, que estimulam a atividade física e mental.
Além disso, a glândula é responsável também pela produção de hormônios sexuais na puberdade, influenciando no ciclo de reprodução humana.
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