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Vírus Epstein-Barr (EBV): transmissão, sintomas e tratamento

A doença do beijo, também conhecida como mononucleose, é uma infecção causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV). Essa condição é transmitida majoritariamente pelo contato direto com a saliva de um indivíduo que tenha a doença, assim como, com objetos contaminados e por transfusão de sangue.

A transmissão ocorre principalmente no período de incubação que dura de 30 a 45 dias. Uma vez infectada, a pessoa pode permanecer com o vírus no organismo para sempre e, em circunstâncias especiais, ele ainda pode ser transmitido.

Mononucleose é uma doença benigna que pode ser assintomática ou facilmente confundida com outras doenças respiratórias comuns no inverno.

Recentemente, a cantora Anitta revelou que foi diagnosticada com o vírus Epstein-Barr, ela falou sobre a infecção durante o lançamento do documentário “Eu”, produzido pela atriz Ludmila Dayer para falar de sua luta contra a esclerose múltipla – doença que, segundo ela, foi causada pelo mesmo vírus.

O que é Epstein-Barr (EBV)?

O Epstein-Barr (EBV) é um vírus que pertence ao grupo dos herpesvírus humanos. É um dos mais comuns, estando presente em todo o mundo. Cerca de 50% das crianças até aos 5 anos são infectadas e mais de 90% dos adultos são portadores do vírus. Isto significa que a maioria das pessoas, em algum momento da sua vida, são infectadas pelo Epstein-Barr.

Esse vírus invade as células que revestem o nariz e a garganta, afetando glóbulos brancos responsáveis pela defesa do corpo. Essa infecção pode ser assintomática ou apresentar febre alta, dificuldade para engolir, tosse e outros sintomas.

A relação entre o vírus e a esclerose múltipla não é nova. A evidência mais forte até o momento é um estudo feito por cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, publicado no periódico Science.

Segundo o estudo publicado na revista Science fornece evidências importantes de que o vírus Epstein-Barr (EBV) seria uma das causas principais para o desenvolvimento da Esclerose Múltipla (EM).  

No estudo, eles acompanharam milhares de militares americanos ao longo do tempo e estudaram aqueles que tiveram a EM a partir da infecção pelo EBV, comparando-os com um grupo de pessoas que não tiveram o diagnóstico. Os cientistas perceberam que a grande maioria das pessoas que receberam o diagnóstico de Esclerose Múltipla havia sido infectada por esse vírus cerca de 10 anos antes, em média. O risco era 32 vezes maior de desenvolver a Esclerose Múltipla naquelas pessoas que foram infectadas pelo EBV.

É importante salientarmos que somente a infecção pelo vírus não determinará se a pessoa terá ou não a EM. Para ter a Esclerose Múltipla, a pessoa provavelmente terá o vírus e também outro(s) fator(es) de risco, tais como: questões genéticas, estilo de vida, tabagismo, absorção de vitamina D, entre outras.

Atualmente, acredita-se que o vírus causador da mononucleose seja um fator de risco para outras condições de saúde, como o lúpus, artrite reumatoide, artrite idiopática juvenil, doença inflamatória intestinal, doença celíaca e diabetes tipo 1.

Sintomas

A infeção pelo Vírus Epstein-Barr (EBV) é, geralmente, assintomática. Nas crianças, os sintomas, quando existem, podem não ser distinguíveis de outras doenças comuns como a constipação ou a gripe. Os sintomas variam, entre os jovens e os adultos têm, por norma, sintomas mais característicos da doença, que podem ser:

  • Febre
  • Dor de garganta
  • Aparecimento de gânglios no pescoço
  • Perda de apetite
  • Irritação na pele – exantema
  • Dor de cabeça
  • Inflamação  na garganta;
  • Calafrios;
  • Náuseas e vômitos;
  • Tosse;
  • Dores musculares; 
  • Aumento do fígado e do baço.

Os sintomas desaparecem, geralmente, ao fim de duas a quatro semanas, mas o cansaço pode perdurar durante meses.

Causas

O Vírus Epstein-Barr (EBV) é transmitido, sobretudo, através da saliva entre uma pessoa infectada e uma não infectada – daí a mononucleose, a doença mais comum causada por este vírus, ser também conhecida como “doença do beijo” -, mas também pelo uso de objetos contaminados, como escovas de dentes ou copos. O EBV também é encontrado no sangue e no esperma, por isso é possível o contágio através de transfusões de sangue não tratado, transplante de órgãos ou relações sexuais.

Diagnóstico

A análise dos sintomas é a chave mais importante para o diagnóstico da infecção pelo Vírus Epstein-Barr (EBV). 

O exame do doente na consulta médica poderá revelar mais detalhes, como inchaço do fígado ou do baço e manchas brancas nas amígdalas. O hemograma também poderá detectar a infecção, ao encontrar anticorpos para o vírus ou leucócitos (glóbulos brancos), produzidos pelo sistema imunitário para combater a infeção.

Tratamento

Não existe um medicamento específico para tratar a infeção por Vírus Epstein-Barr (EBV). O tratamento envolve principalmente repouso e beber muitos líquidos. Pessoas que tiveram a doença uma vez desenvolvem anticorpos para a doença, não podendo contraí-la novamente.

Os corticosteroides são os medicamentos recomendados para aliviar alguns de seus sintomas, como inchaço da garganta e amígdalas. Além disso, o tratamento da mononucleose pode envolver medicamentos para infecções secundárias. 

Não devem ser administrados antibióticos, já que se trata de uma infecção por vírus e não por bactérias.

Prevenção

Não existe nenhuma vacina contra a infecção pelo Vírus Epstein-Barr (EBV). Assim, a melhor forma de prevenção é evitar o contato com pessoas ou objetos infectados. Não se deve beijar ou partilhar bebidas, comida e objetos pessoais com quem está infectado.

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